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"Vítima de infarto fulminante, morre o ator, diretor e crítico de cinema José Wilker"

"GRANDE, COMO ERA GRANDE": 

Vítima de infarto fulminante, 

morre o 

ator, 

diretor 

crítico de cinema 

José Wilker, 

natural do Ceará. 

 

Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.

Vítima de infarto, José Wilker morre no Rio de Janeiro Ator e diretor tinha longa carreira na TV e no cinema, com personagens marcantes
DO ZERO HORA

O ator tinha 67 anos e uma longa carreira no cinema, no teatro e na televisão, iniciada há mais de quatro décadas. Estava em casa quando foi vitimado por um infarto fulminante.

Wilker trabalhou até seus últimos dias: o intérprete deixa dois longas-metragens prontos, um deles o premiado A Hora e a Vez de Augusto Matraga (2012), adaptação da obra de Guimarães Rosa inédita nos cinemas de Porto Alegre. Também fora anunciado no elenco de Timeless Eye, coprodução Brasil-Grã-Bretanha que será filmada em 2014.
Nascido José Wilker de Almeida em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 20 de agosto de 1946, obteve reconhecimento como ator, mas também atuou como narrador, apresentador de televisão e crítico de cinema, tendo participado de várias transmissões do Oscar pela TV Globo e, nos últimos dois anos, respondendo pela curadoria do Festival de Cinema de Gramado juntamente com o crítico Rubens Ewald Filho e o jornalista Marcos Santuário.
Wilker se aventurou na direção em duas novelas (Louco Amor e Transas e Caretas, ambas no início dos anos 1980) e no seriado Sai de Baixo (de 1996 a 2002). Como ator, sua estreia se deu em 1971, na novela Bandeira 2. Nos anos seguintes, emendaria cerca de 50 produções televisivas, entre novelas, séries e minisséries.
Seus principais papéis na televisão incluem personagens célebres em produções marcantes como Roque Santeiro (1985), O Salvador da Pátria (1989) e A Próxima Vítima (1995), entre outras. Seu Giovanni Improtta de Senhora do Destino (2004) inspirou um longa-metragem homônimo, que ele próprio dirigiu e que estreou nos cinemas em 2013. Entre as minisséries das quais participou está JK (2006), na qual interpretou o ex-presidente Juscelino Kubitschek.
Recentemente, interpretou Jesuíno Mendonça na mais nova versão de Gabriela (2012), personagem que ficou marcado pelo bordão “Vou lhe usar”, que se tornou febre nas redes sociais. Em 1975, na primeira versão da obra de Jorge Amado levada à TV Globo, ele interpretara Mundinho Falcão. Seu último papel na televisão foi no ano passado, na novela Amor à Vida.
Será para sempre lembrado por sua participação no clássico Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, no qual dividiu a cena com Sonia Braga e Mauro Mendonça interpretando Vadinho. Outros clássicos que tiveram a sua participação foram Os Inconfidentes (1971), Xica da Silva (1976), Bye Bye Brazil (1979), Bonitinha mas Ordinária (1980). Foram, no total, mais de 60 filmes, grande parte deles cômicos.
Houve também os grandes papéis dramáticos, como o de Antônio Conselheiro no filme Guerra de Canudos (1997). Exibido primeiro nos cinemas, esse épico de Sérgio Rezende depois acabou ampliado para exibição na TV. Poucos atores transitaram tão bem entre um meio e outro quanto José Wilker.
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Wilker, em “Dona Flor e seus 2 maridos”

‘Exemplo de dedicação à arte’, diz Dilma sobre José Wilker

Ator e crítico de cinema morreu nesta manhã no Rio de Janeiro.
Ainda não há informações sobre a causa da morte; suspeita é de infarto.

Do G1, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (5), por meio do seu microblog Twitter, que o José Wilker foi um “exemplo de dedicação à arte” e que suas interpretações se tornaram “ícones” no cinema e na TV. O ator morreu nesta manhã no Rio de Janeiro. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas a suspeita é de que ele tenha sofrido um infarto.
A última participação do ator em novelas foi em 2013, em “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de “Gabriela”, baseado no livro “Gabriela Cravo e Canela”,  de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.
Como Zeca Diabo, na adaptação para o cinema de “O Bem Amado”

Começo
De acordo com seu perfil no site Memória Globo, José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante.

Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.
Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.
Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de “Bandeira 2″ (1971), sua primeira novela.
Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: foi Mundinho Falcão em “Gabriela”, adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.
Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela “Anjo Mau” (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de “Senhora do Destino”, de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.

O artista dirigiu o humorístico “Sai de Baixo” (1996) e as novelas “Louco Amor” (1983), de Gilberto Braga, e “Transas e Caretas” (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: “Carmem” (1987), de Gloria Perez, e “Corpo Santo” (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como “Xica da Silva” (1976) e “Bye Bye, Brasil” (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em “Guerra de Canudos” (1997), de Sérgio Rezende.
Wilker também se destacou em minisséries como “Anos Rebeldes” (1992), de Gilberto Braga; “Agosto” (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e “A Muralha” (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie “JK”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.
O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.



José Wilker acreditou no fracasso de Dona Flor e Seus Dois Maridos

ALEX CARVALHO/TV GLOBO
José Wilker em Amor à Vida, sua última novela; ator morreu neste sábado (5) no Rio de Janeiro
 
 DO UOL

Em sua última aparição na TV, no Vídeo Show de quarta-feira (2), José Wilker revelou que acreditava no fracasso de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), maior bilheteria da história antes da retomada do cinema nacional, com mais de 10 milhões de espectadores. 
O ator, que protagonizou o filme com Mauro Mendonça e Sônia Braga, morreu na manhã deste sábado (5), vítima de infarto fulminante em sua casa, no Rio de Janeiro.
“Eu tinha certeza que Dona Flor [e Seus Dois Maridos] seria um fracasso. Eu dizia para mim assim: ‘Um filme erótico e espírita não pode dar certo’, porque é a história de um sujeito morto que volta para atazanar a vida sexual da viúva. Erótico e espírita não podia dar certo. A gente fez o filme, se divertiu muito, brincou, mas tinha certeza de que o filme iria passar em brancas nuvens”, afirmou o ator no Vídeo Show.
Wilker não estava de todo errado. O filme foi um sucesso, mas uma minissérie de 20 capítulos na Globo, 22 anos depois (em 1998), não empolgou.
No Vídeo Show, José Wilker lembrou com saudade da novela Roque Santeiro (1985). A trama marcou um período em que o Brasil “descobriu a alegria de novo”, segundo o ator, que revelou no programa o real motivo da censura à novela, em 1975, quando foi proibida de ir ao ar.

“Eu estava no teatro onde a peça que deu origem a Roque Santeiro foi proibida. Supostamente, foi por motivos políticos, mas a verdade é que foi por uma fofoca. O Dias [Gomes] ligou para um amigo e falou: ‘Olha, os caras proibiram a peça, mas agora eu mudei a peça de nome, mudei o cargo do Roque Santeiro, e eu quero ver eles proibirem. Só que o telefonema foi grampeado, mas [a Censura Federal] não podia divulgar porque na época era proibido fazer isso”, contou.
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José Wilker, um ator “felomenal”

Nilson Xavier, no UOL

Como Giovanni Improta de "Senhora do Destino" (Foto: Divulgação/TV Globo)
Como Giovanni Improta de “Senhora do Destino” (Foto: Divulgação/TV Globo)
“Triste. Muito triste. Tristíssimo!”, diria o personagem de Wilker na novela “Renascer” (1993). Na manhã deste sábado (05/04), fomos pegos de surpresa com a notícia da morte de José Wilker. Era novo ainda (66 anos) e não se sabia de doença grave. O ator foi vítima de um infarto fulminante.

Sua voz potente e seu jeito, olhar e sorriso cínicos conferiram a Wilker uma galeria de personagens marcantes, principalmente no cinema e na televisão. Foram quase 70 filmes (desde sua estreia em “A Falecida”, em 1965), com destaque para os memoráveis “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “Bye Bye Brasil” (1979) e “O Homem da Capa Preta” (1985). Era notória a paixão de Wilker pela Sétima Arte.

Na TV, além de casos especiais e pequenas participações gerais, foram mais de 30 novelas e 10 minisséries. José Wilker é da geração que solidificou – lá na década de 1970 – o padrão de teledramaturgia que temos hoje. Desde jovem, já era chamado para papeis importantes, como em “Bandeira Dois” (1971, de Dias Gomes) e “Os Ossos do Barão” (1973, de Jorge Andrade). Seu primeiro grande personagem já exigia uma baita responsabilidade: Dr. Mundinho Falcão em “Gabriela”, de Jorge Amado, adaptada por Wálter George Durst e dirigida por Wálter Avancini, em 1975.
Conheci José Wilker em papeis de homem sedutor, galanteador, macho alfa, em novelas como “Plumas e Paetês” (de Cassiano Gabus Mendes, 1980-1981), “Brilhante” (de Gilberto Braga, 1981-1982), “Final Feliz” (de Ivani Ribeiro, 1982-1983) e “Transas e Caretas” (de Lauro César Muniz, 1984). Mas foi com “Roque Santeiro” (de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, 1985-1986), que o ator entrou definitivamente para o imaginário brasileiro como o mítico personagem-título, o morto que foi sem nunca ter sido e que retorna à cidadezinha de Asa Branca para passar a limpo a sua vida. Dividiu com Regina Duarte (Viúva Porcina) e Lima Duarte(Sinhozinho Malta) os louros de um dos maiores sucessos da TV brasileira.

Como Roque Santeiro (Foto: Divulgação/TV Globo)
Como Roque Santeiro (Foto: Divulgação/TV Globo)

Após uma rápida passagem pela TV Manchete (entre 1987 e 1988), onde atuou nas novelas “Corpo Santo” e “Carmem”, Wilker voltou à Globo em outro personagem memorável: João Matos de “O Salvador da Pátria” (de Lauro César Muniz, 1989). Exercitou o cinismo como Fred na comédia “Mico Preto” (1990) e ganhou mais uma pá de personagens inesquecíveis pela década de 1990 – Demóstenes em “Fera Ferida”, Belarmino em “Renascer”, Marcelo em “A Próxima Vítima”, Tião Socó em “O Fim do Mundo”, Waldomiro em “Suave Veneno”.

É dessa época também sua participação em minisséries importantes, como “Anos Rebeldes” (1992) e “Agosto” (1993). Lembrando ainda “Bandidos da Falange” (1983), “O Quinto dos Infernos” (2002), “JK” (2006) – em que encarnou o presidenteJuscelino Kubitschek -, “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes” (2007), “O Bem Amado” (2011) – recriando Zeca Diabo – e “O Brado Retumbante” (2012).

Na novela “Desejos de Mulher” (de Euclydes Marinho, 2002), viveu o divertido homossexual Ariel. Giovanni Improta foi outro marco em sua carreira. O bicheiro extravagante, que falava errado, apaixonado por Maria do Carmo (Susana Vieira) na novela “Senhora do Destino” (de Aguinaldo Silva, 2004-2005) fez tanto sucesso que foi parar nos cinemas. Vale lembrar que Wilker tinha uma química incrível comSusana Vieira, a atriz com quem mais contracenou (“Anjo Mau”, “Fera Ferida”, “A Próxima Vítima”, “Senhora do Destino”).

Seus últimos trabalhos na TV foram em obras do autor Walcyr Carrasco. Na nova adaptação de “Gabriela” (2012) – vivendo outro personagem de Jorge Amado, o Coronel Jesuíno Mendonça -, o ator popularizou o bordão “vou lhe usar!”. Um coadjuvante que lhe rendeu uma grande interpretação. Diferente do Herbert de “Amor à Vida” (2013-2014), em que o ator entrou no meio da novela e seu personagem minguou inexpressivamente. Independentemente do tamanho do personagem (um Jesuíno ou um Herbert), José Wilker era um ator “felomenal” – diria Giovanni Improta

 Por Enock Cavalcanti em Gente que faz

fonte e créditos:
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Peço uma porção de fritas, um sanduíche de rosbife e um suco de laranja. Abro o laptop.

Levo um susto com aquela voz baixinha atrás de mim.

— Tia, dá um trocado?

— Não tenho, menino.

— Só uma moedinha para comprar um pão.

— Está bem, compro um para você.

Minha caixa de entrada está lotada de e-mails.

Fico distraída vendo as poesias, as formatações lindas. Ah! Essa música me leva a Londres.

— Tia, pede para colocar margarina e queijo também.

Percebo que o menino tinha ficado ali.

— Ok, vou pedir, mas depois me deixa trabalhar. Estou ocupadíssima.

Chega minha refeição e junto com ela meu constrangimento.

Faço o pedido do guri, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto “ir à luta”. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer sim.

Digo que está tudo bem, que o deixe ficar e traga o pedido do menino.

— Tia, você tem internet?

— Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.

— O que é internet?

— É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar. Tem de tudo no mundo virtual.

— E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, na certeza de que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha deliciosa refeição, sem culpas.

— Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer, criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que ele fosse.

— Legal isso. Adoro!

— Menino, você entendeu o que é virtual?

— Sim, também vivo neste mundo virtual.

— Nossa! Você tem computador?

— Não, mas meu mundo também é desse jeito... virtual. Minha mãe trabalha, fica o dia todo fora, só chega muito tarde, quase não a vejo.

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Meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, ceia de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia.

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(Rosa Pena)

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